FATORES ASSOCIADOS AO NÚMERO DE CONSULTAS NO PRÉ-NATAL: ANÁLISE SEGUNDO A AUTOPERCEPÇÃO DE USUÁRIAS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.63845/m98s4710Palavras-chave:
Atenção Primária a Saúde, Gravidez, Cuidado pré-natal. Diagnóstico pré-natal. Avaliação em saúde.Resumo
Objetivo: Avaliar os fatores sociodemográficos, clínicos e educativos associados ao número de consultas no pré-natal segundo a percepção de mulheres brasileiras usuárias da Atenção Primária à saúde. Método: O estudo transversal foi realizado com dados secundários do III Módulo da Avaliação Externa do 2º Ciclo do Programa Melhoria de Acesso e Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB) (2014). Houve realização de testes de associação entre o número de consultas no pré-natal (?5 ou ?6 consultas) e variáveis independente (sociodemograficos, clínicos e educativos) através do teste qui-quadrado (p<0,05). Resultados: A amostra foi composta por 9.923 mulheres que realizaram pré-natal na unidade de saúde avaliada pelo PMAQ, sendo que 84,3% realizaram no mínimo seis consultas durante o pré-natal. A realização de seis ou mais consultas foi associado maior escolaridade e residir na região centro-oeste e norte, maior realização de procedimentos clínicos, como procedimentos médicos, exames laboratoriais, prescrição de medicamentosa, orientações e práticas educativas (p<0,05). Conclusão: Apesar do número de consultas ser um dado quantitativo, apresentou-se como importante indicador da qualidade do pré-natal, uma vez que aumentou a chance de realização de mais procedimento clínicos e educativos.
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