Análise Epidemiológica da Taxa de Mortalidade por Neoplasia Maligna da Bexiga em Santa Catarina
DOI:
https://doi.org/10.63845/pb9jrg03Abstract
Introdução e objetivo: A neoplasia de bexiga está entre os tumores mais prevalentes, apresenta alta taxa de recorrência e potencial para invasão e metástases, com comprometimento de linfonodos, pulmões, fígado e ossos. Este estudo analisa a mortalidade por neoplasia maligna da bexiga em Santa Catarina, entre 2020 e 2024, segundo macrorregiões, sexo, raça/cor e faixa etária, identificando padrões e possíveis disparidades.
Método: Trata-se de um estudo retrospectivo, do tipo transversal, de caráter ecológico de caráter epidemiológico descritivo cujos dados foram obtidos a partir de bases secundárias anônimas. As informações referentes aos óbitos por neoplasia maligna da bexiga (Classificação Internacional de Doenças - 10ª Revisão [CID-10]) foram extraídas do Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde do (DATASUS) no período de 2020 a 2024. Como este é um banco de dados de domínio público, não houve necessidade de aprovação do comitê de ética e pesquisa
Resultados: As taxas de mortalidade por neoplasia maligna da bexiga variaram, sendo geralmente mais altas no sexo masculino (média de 6,99) do que no feminino (média de 6,76). O ano de 2021 teve a maior mortalidade total, especialmente nos homens, enquanto 2023 registrou a menor taxa, com a mortalidade feminina superando a masculina pela única vez. Quanto à faixa etária, o maior índice médio foi observado entre pessoas com 80 anos ou mais (11,58), seguidas pelas de 70 a 79 anos (7,73) e 50 a 59 anos (5,82). Destacam-se os picos nas faixas de 80 anos ou mais em 2022 (15,24), 40 a 49 anos em 2021 (12,82) e 50 a 59 anos também em 2021 (11,35). Em contraste, 2023 registrou as menores taxas em todas as faixas etárias, especialmente entre 20 e 39 anos. Na análise por região, os índices mais elevados foram registrados na Grande Florianópolis. Indivíduos pretos concentraram os maiores valores em quase todos os anos analisados, com exceção de 2021, quando os pardos lideraram.
Conclusão: A partir dos dados epidemiológicos analisados, há uma predominância da mortalidade no sexo masculino e nas faixas etárias mais elevadas. Além disso, a distribuição regional e racial é desigual, demonstrando uma possível relação com fatores socioeconômicos e acesso à saúde. Tal análise revela a importância de políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce e tratamento igualitário.
References
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