Perfil clínico e angiográfico de pacientes com aneurisma cerebral roto tratados por via endovascular

Authors

  • Nicole Christine Lamin Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Priscila Dell Antonio Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Gabriel LuizNicochelli Berri Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Leandro José Haas Médico e Professor de Neurocirurgia do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Amanda Vieira Sarubbi Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • André Felipe Kroenke Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Beatriz Testa Rezende Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Caio Vincenzo Bertoldi Bazzanella Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Caroline Reinert Nicoletti Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Gabriel da Rocha Favero Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Gabriel Benthien dos Santos Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Gabriel Felipe Rissardi Polasso Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Gabriele Babel Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Guilherme Andrey Uber Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • João Gustavo Pessotto Guimarães Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Julia da Rocha Favero Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Júlia Paul Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Júlia Vitória Arena Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Lara Karina Menke Metzner Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Lucas Rekowsky Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Luísa da Silveira Klöppel Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Maria Carolina Loch Kleinübing Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Maria Eduarda Ponticelli Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Marina Castellain Martello Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Mariana de Carvalho Vitorino Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Natália Silveira Zeni Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Nathalia Schwarzer Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Rayane Helena Vieira Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Rodolfo Augusto Pereira Schara Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Thaís Janaína Crukil Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Victor Hugo Simeão Soares do Nascimento Acadêmico do Curso de Medicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.63845/ep0kkd83

Abstract

O aneurisma cerebral roto é uma condição de elevada gravidade e importante impacto funcional entre os sobreviventes. O tratamento precoce é fundamental, e a embolização endovascular consolidou-se como uma importante estratégia terapêutica por permitir a resolução do aneurisma de forma minimamente invasiva. Entretanto, a caracterização epidemiológica e clínica dos pacientes submetidos a esse tratamento em centros de referência permanece relevante para a compreensão de sua aplicabilidade e de seus resultados na prática assistencial. Assim, o objetivo deste estudo foi descrever o perfil clínico, angiográfico e terapêutico dos pacientes com aneurisma cerebral roto submetidos a tratamento endovascular em um centro de referência, bem como caracterizar as técnicas empregadas e os principais achados relacionados à apresentação e evolução clínica. Trata-se de um estudo retrospectivo, observacional e descritivo, baseado na análise do banco de dados de um centro de referência em Neurocirurgia. Foram incluídos pacientes submetidos ao tratamento endovascular de aneurismas intracranianos no período de 2005 a 2025. Foram analisadas as variáveis sexo, comorbidades, classificação conforme Fisher e Escala Hunt-Hess, lateralidade, morfologia e tamanho dos aneurismas, localização, técnica endovascular empregada e manifestações neurológicas na apresentação clínica. Foram atendidos 798 pacientes com aneurisma cerebral roto, com predomínio do sexo feminino em 70,80% dos casos. As comorbidades mais frequentes foram hipertensão arterial (47,12%), tabagismo (32,58%), dislipidemia (11,78%) e diabetes mellitus (5,14%). A ruptura dos aneurismas ocorreu predominantemente no lado esquerdo (52,76%). A maioria dos aneurismas foi do tipo sacular (95,36%) e de tamanho pequeno (79,57%), enquanto aneurismas grandes e gigantes corresponderam a 15,66% e 4,89%, respectivamente. Quanto à classificação de Fisher, houve predomínio do grau IV, presente em 401 pacientes (50,25%), seguido pelo grau III em 213 (26,69%). Em relação à Escala de Hunt-Hess na admissão, observou-se predomínio do grau II, presente em 48,87%, seguido pelo grau III, identificado em 209 pacientes (26,19%). A artéria comunicante anterior foi o local mais frequentemente acometido (27,57%). O tratamento foi realizado predominantemente por embolização somente com coils (89,97%), seguida da associação entre stent e coils (4,64%), uso isolado de stent (2,13%), utilização de balão (1,25%) e diversor de fluxo isoladamente (0,75%). Entre as sequelas neurológicas destacam-se paresia (5,64%), afasia (2,01%), plegia (1,63%) e lesão de pares cranianos (1,13%). Conclui-se que os aneurismas cerebrais rotos tratados por via endovascular ocorreram predominantemente em mulheres e apresentaram morfologia sacular, pequeno tamanho e localização mais frequente na artéria comunicante anterior. A embolização exclusiva com coils foi a principal técnica empregada, refletindo sua ampla utilização na prática clínica.

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References

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Published

2026-10-15

How to Cite

1.
Lamin NC, Antonio PD, Berri GL, Haas LJ, Sarubbi AV, Kroenke AF, et al. Perfil clínico e angiográfico de pacientes com aneurisma cerebral roto tratados por via endovascular. Rev. Arq Catarin Med [Internet]. 2026 Oct. 15 [cited 2026 Oct. 15];55(4):77-8. Available from: https://revista.acm.org.br/arquivos/article/view/2076