TENDÊNCIA TEMPORAL DAS INTERNAÇÕES POR FRATURA DE FÊMUR EM IDOSOS NA REGIÃO SUL DO BRASIL (2020-2025)
DOI:
https://doi.org/10.63845/afskva97Keywords:
saúde pública, quedas, mortalidade, hospitalizaçãoAbstract
Introdução e objetivo: As fraturas de fêmur em idosos constituem importante problema de saúde pública devido à associação com hospitalização, perda funcional, aumento da mortalidade e elevados custos assistenciais. Estudos prévios apontam que a Região Sul do Brasil concentra algumas das maiores taxas de internação por fratura de fêmur do país, cenário atribuído ao progressivo aumento da expectativa de vida da população idosa. Essas diferenças regionais justificam o acompanhamento de sua evolução ao longo do tempo, visando subsidiar estratégias de prevenção de quedas e qualificar o cuidado à saúde da pessoa idosa. Este estudo teve como objetivo analisar a tendência temporal das internações por fratura de fêmur em idosos na Região Sul do Brasil entre 2020 e 2025, descrevendo a evolução das hospitalizações ao longo do período e sua distribuição segundo sexo.
Método: Trata-se de estudo retrospectivo, do tipo epidemiológico, observacional, descritivo e ecológico, com avaliação da evolução das internações por fratura de fêmur em indivíduos com 60 anos ou mais na Região Sul do Brasil, entre 2020 e 2025. Foram utilizados dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), considerando os registros de internação classificados no código S72 da Classificação Internacional de Doenças, 10ª revisão (CID-10). As internações foram analisadas segundo ano de ocorrência e sexo, com cálculo de variações absolutas e percentuais no período. Por utilizar exclusivamente dados secundários de domínio público, sem identificação de indivíduos, dispensou-se apreciação por Comitê de Ética em Pesquisa.
Resultados: Entre 2020 e 2025, foram registradas 137.411 internações por fratura de fêmur em idosos na Região Sul do Brasil. Observou-se crescimento progressivo das hospitalizações ao longo da série temporal, passando de 20.145 internações em 2020 para 25.553 em 2025, correspondendo a aumento de 26,8% no período analisado. O maior incremento absoluto ocorreu entre 2021 e 2022, com acréscimo de 2.274 internações. Em relação ao sexo, verificou-se predomínio feminino durante todo o período, com 73.250 internações (53,3%), enquanto os homens corresponderam a 64.161 internações (46,7%). Notou-se também maior concentração de casos entre idosos com 80 anos ou mais e no estado do Rio Grande do Sul, possivelmente relacionada ao perfil demográfico mais envelhecido dessa unidade federativa.
Conclusão: Constatou-se tendência crescente das internações por fratura de fêmur em idosos na Região Sul do Brasil entre 2020 e 2025, com aumento expressivo do número de hospitalizações e predomínio de casos no sexo feminino. Como limitação, o uso exclusivo de dados secundários pode subestimar a real magnitude do agravo na região. Ainda assim, os achados evidenciam a relevância das fraturas de fêmur como problema de saúde pública e reforçam a necessidade de estratégias voltadas à prevenção de quedas e ao cuidado integral à população idosa.
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