Retirada Percutânea de Fragmento de Cateter Alojado no Ventrículo Direito por Técnica Hemodinâmica
DOI:
https://doi.org/10.63845/8crabj48Keywords:
Corpo Estranho, Cateter, Cardiologia Intervencionista, Cateterismo Cardíaco, Procedimentos EndovascularesAbstract
Introdução e objetivo: A embolização de fragmentos de cateteres intravasculares constitui uma complicação grave, podendo ocasionar arritmias, infecção, tromboembolismo e perfuração cardíaca. A remoção percutânea transcateter representa o tratamento de escolha na maioria dos casos, por apresentar elevada taxa de sucesso e menor morbidade quando comparada à abordagem cirúrgica. O objetivo deste trabalho é descrever um caso de retirada percutânea de fragmento de cateter alojado no ventrículo direito, destacando a técnica empregada e a evolução clínica da paciente.
Método: Trata-se de um relato de caso retrospectivo, observacional e descritivo, elaborado a partir da revisão do prontuário eletrônico, dos registros assistenciais e do relatório do procedimento intervencionista.
Descrição do caso: Paciente do sexo feminino, 68 anos, foi submetida a implante de cateter veneoso central de longa permanência para infusão de medicações quimioterápicas e durante a realização do procedimento foi observada fratura do cateter com embolização parcial para o ventrículo direito. Após confirmação diagnóstica e indicação da equipe assistente, optou-se pela retirada percutânea do dispositivo por técnica endovascular. A intervenção foi realizada com cateter tipo laço, conduzido sob orientação fluoroscópica até a cavidade ventricular direita. A captura foi realizada, permitindo a remoção completa do dispositivo por via femoral, sem intercorrências. No período pós-procedimento, a paciente permaneceu sob monitorização clínica, recebendo cuidados direcionados à vigilância do sítio de punção, com alta hospitalar em um dia.
Conclusão: A retirada percutânea de fragmento de cateter intracardíaco mostrou-se uma alternativa segura, eficaz e minimamente invasiva para o tratamento de corpo estranho alojado no ventrículo direito. O emprego do sistema de captura tipo laço permitiu a remoção completa do dispositivo, sem complicações perioperatórias e com evolução clínica satisfatória, reforçando o papel da cardiologia intervencionista como tratamento de primeira linha nestes casos.
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