MORBIMORTALIDADE HOSPITALAR POR SEPSE EM IDOSOS NA REGIÃO SUL DO BRASIL (2014-2024)
DOI:
https://doi.org/10.63845/5sm40n47Abstract
Introdução: A sepse constitui importante causa de internações e óbitos hospitalares, especialmente entre idosos. Alterações fisiológicas do envelhecimento, associadas a doenças crônicas e à redução da resposta imunológica, aumentam a suscetibilidade dessa população a infecções graves e complicações. Com o crescimento da população idosa brasileira, a sepse adquire maior relevância devido aos impactos clínicos, sociais e econômicos, tornando fundamental o monitoramento de seus indicadores.
Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico da morbimortalidade hospitalar por sepse em idosos na Região Sul do Brasil entre 2014 e 2024, considerando internações, óbitos, mortalidade hospitalar e incidência.
Metodologia: Estudo ecológico, retrospectivo e descritivo, baseado em dados do SIH/SUS-DATASUS. Foram analisadas internações e óbitos por sepse em idosos (≥60 anos) na Região Sul do Brasil entre 2014 e 2024, segundo estado, sexo, faixa etária e ano de ocorrência. Calcularam-se as taxas de mortalidade hospitalar e incidência por 100.000 habitantes idosos, utilizando estimativas populacionais do IBGE.
Resultados: Entre 2014 e 2024, registraram-se 170.273 internações por sepse em idosos na Região Sul, com aumento de 143,5%, passando de 9.911 para 24.131 casos. Foram registrados 85.825 óbitos, com incremento de 111,6%, de 5.359 para 11.339 ocorrências. O Rio Grande do Sul apresentou os maiores números absolutos de internações (75.810) e óbitos (38.450). As internações concentraram-se na faixa etária de 70 a 79 anos, enquanto os óbitos ocorreram principalmente entre indivíduos com 80 anos ou mais. Observou-se aumento mais acentuado das internações e dos óbitos entre 2020 e 2021. A incidência elevou-se de 20,66 para 46,02 por 100 mil idosos, enquanto a mortalidade hospitalar reduziu-se ao longo do período, atingindo seu menor valor em 2023 (46,1%), apesar da manutenção de elevados números absolutos de óbitos.
Conclusão: A morbimortalidade hospitalar por sepse em idosos na Região Sul apresentou crescimento expressivo entre 2014 e 2024, evidenciado pelo aumento das internações, dos óbitos e da incidência. Apesar da redução da mortalidade hospitalar, o elevado número absoluto de óbitos demonstra que a sepse permanece um problema de saúde pública. Os resultados evidenciam maior vulnerabilidade dos idosos com 80 anos ou mais e destacam o impacto do período pandêmico, reforçando a necessidade de prevenção, diagnóstico precoce e manejo oportuno da sepse nessa população.
References
BRASIL. Ministério da Saúde. Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). Brasília, DF: Ministério da Saúde, [s.d.]. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/. Acesso em: 31 maio 2026.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Improving the prevention, diagnosis and clinical management of sepsis. Geneva: World Health Organization, 2017. Disponível em: https://iris.who.int/handle/10665/275646. Acesso em: 31 maio 2026.
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