HOMENS NO CÁRCERE
UM ESTUDO SOBRE A MEDICALIZAÇÃO E AS FORMAS DE ACESSO E USO DE FÁRMACOS NA PRISÃO MASCULINA
DOI:
https://doi.org/10.63845/yzhr1w62Keywords:
População Prisional, Uso de Medicamentos, Polifarmácia, Psicotrópicos, Interações MedicamentosasAbstract
Introdução: A superlotação dos presídios e penitenciárias reflete diretamente na qualidade de vida das pessoas privadas de liberdade. Nestes cenários, medicamentos podem ser usados de forma incorreta, sendo que a polifarmácia é fator de risco para interações medicamentosas. O objetivo foi investigar o uso de medicamentos utilizados e estimar a prevalência de interações medicamentosas potenciais em homens privados de liberdade em uma penitenciária no Sul de Santa Catarina. Métodos: Estudo transversal com análise de dados obtidos por meio de questionários autoaplicáveis. A amostra foi constituída por homens, nos meses de março e abril de 2023, em penitenciária masculina, localizada ao Sul do estado de Santa Catarina. Resultados: Participaram 160 indivíduos. Destes, 89 (55,6%) não apresentaram possíveis interações e/ou não faziam uso de nenhum medicamento. Dos 71 (44,4%) participantes com o desfecho, foram contabilizadas 330 interações medicamentosas potenciais. A classificação de risco “maior”, tendo em vista o risco maior que o benefício e desfecho negativo, foi identificada em 78 casos. A interação da carbamazepina+clonazepam foi a interação mais predominante com 14 casos. Os medicamentos mais utilizados foram aqueles que atuam no sistema nervoso central (38,1%). Conclusão: O presente estudo encontrou uma população de homens jovens, com tempo de cárcere médio de quatro anos, maioria fazendo uso de alguma medicação, iniciada após o encarceramento. A maior parte das interações medicamentosas potenciais foram classificadas como “monitore de perto”. Contudo, houve um número importante de risco maior, que pode afetar a saúde do indivíduo.
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