AVALIAÇÃO DA SÍNDROME DE BURNOUT EM PROFISSIONAIS DE SAÚDE DA ATENÇÃO PRIMÁRIA DE UM MUNICÍPIO DO SUL DE SANTA CATARINA
DOI:
https://doi.org/10.63845/3xz8jy94Palabras clave:
Síndrome de Burnout. Esgotamento Profissional. Atenção Primária em Saúde.Resumen
A Atenção Primária à Saúde (APS) é a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) e o centro de comunicação com toda a Rede de Atenção do SUS. A Síndrome de Burnout (SB) é associada ao estresse crônico que decorre do dia a dia do trabalho, principalmente em situações de sobrecarga, estresse, conflito, recompensas emocionais e baixo reconhecimento. O presente estudo objetivou avaliar a SB e variáveis sociodemográficas nos profissionais médicos e enfermeiros da APS do município de Criciúma – SC. Foi desenvolvida uma pesquisa observacional analítica transversal, com coleta de dados primários e abordagem quantitativa. Os métodos utilizados foram a coleta de informações através do questionário sociodemográfico e do Maslach Burnout Inventory, um dos instrumentos mais utilizados em todo o mundo com o intuito de avaliar o esgotamento profissional. A amostra foi de 61 participantes. 34 enfermeiros(as) e 27 médicos(as). A idade em anos dos integrantes foi de 38,08 ± 8,72, sendo a maioria do gênero feminino com parceiro e com tempo de atuação na APS menor que 10 anos. Os participantes, majoritariamente, possuíam uma carga horária de 40 horas semanais na APS. Dos profissionais participantes, 45 (73,8%) foram considerados portadores da SB. As variáveis independentes gênero, estado conjugal, faixa etária, tempo de serviço e carga horária semanal na APS avaliadas não obtiveram significância estatística quando comparadas ao desfecho, a síndrome. Ressalta-se a necessidade de maior divulgação sobre o tema, a melhora no diagnóstico, bem como abordagens para prevenção e manejo de tal condição que podem impactar na funcionalidade e resolutividade de APS.
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