Viabilidade e Mortalidade em Recém-Nascidos Prematuros de Gestantes com Ruptura Prematura de Membranas em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal

Autores/as

  • Késsia Helen Dalmuth
  • Carla Beatriz Pimentel Cesar Hoffmann
  • Carla Gisele Vaichulonis
  • Carine de Freitas Milarch
  • Lorena Schappo
  • Vitória Axt Gomes da Silva Maternidade Darcy Vargas
  • Lidiane Ferreira Schultz

DOI:

https://doi.org/10.63845/93nrvd48

Palabras clave:

Ruptura Prematura de Membrana; Prematuridade; Mortalidade Neonatal; Unidade de Terapia Intensiva Neonatal; Cuidado Perinatal.

Resumen

Introdução: A prematuridade representa uma das principais causas de mortalidade neonatal, especialmente entre recém-nascidos com ruptura prematura de membranas ovulares (RPMO), condição que agrava os riscos perinatais. Compreender os fatores associados à viabilidade e mortalidade desses neonatos é essencial para aprimorar os cuidados intensivos neonatais. Objetivo: Descrever a prevalência de internações e os desfechos perinatais de gestantes diagnosticadas com amniorrexe prematura. Método: Estudo descritivo, transversal e retrospectivo com abordagem quantitativa, realizado por meio da análise de 214 prontuários de gestantes com diagnóstico de RPMO e seus recém-nascidos prematuros internados em uma maternidade pública de Joinville - SC, entre 2021 e 2023. Foram coletados dados maternos, perinatais e neonatais, com análise estatística descritiva e inferencial.  Resultados: A maioria das gestantes era multípara (63%) e apresentava gestação única (94%). Os principais fatores de risco maternos foram infecções do trato urinário (39%), diabetes mellitus gestacional (22%) e cirurgias pélvicas anteriores (21%). Entre os neonatos, 51% necessitaram de internação em unidade de terapia intensiva neonatal, 49% passaram por reanimação ao nascimento. O suporte ventilatório não invasivo foi necessário em 39% dos casos. A taxa de óbito neonatal foi de 3,5%. Conclusão: A RPMO associada à prematuridade impacta negativamente os desfechos neonatais, sendo uma condição de alto risco que exige vigilância intensiva e protocolos bem definidos para minimizar a morbimortalidade. Estratégias baseadas em evidências, com foco na conduta expectante e cuidados intensivos neonatais, são essenciais para melhorar a viabilidade e o cuidado perinatal.

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Publicado

2026-02-19

Número

Sección

Artigo original

Cómo citar

Viabilidade e Mortalidade em Recém-Nascidos Prematuros de Gestantes com Ruptura Prematura de Membranas em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. (2026). Arquivos Catarinenses De Medicina, 54(4), 88-102. https://doi.org/10.63845/93nrvd48