INTERNAÇÕES E MORTALIDADE HOSPITALAR POR INSUFICIÊNCIA RENAL NA GRANDE FLORIANÓPOLIS

ESTUDO ECOLÓGICO DE SÉRIES TEMPORAIS, 2014–2024

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.63845/q38dbw84

Palabras clave:

Insuficiência Renal Crônica, Hospitalização, Epidemiologia, Sistemas de Informação em Saúde

Resumen

Introdução: A insuficiência renal (IR) é um importante problema de saúde pública, associado à alta morbimortalidade e custos assistenciais. No Brasil, sua prevalência e mortalidade vêm aumentando, especialmente entre idosos e indivíduos com comorbidades, destacando a relevância de análises epidemiológicas para orientar estratégias de prevenção e manejo. Métodos: Estudo ecológico de séries temporais com dados do SIH/SUS referentes às internações por IR (CID-10 N17, N18, N19) em 12 municípios da região da Grande Florianópolis no período de 2014 a 2024. Foram calculadas as taxas de internação (por 10.000 habitantes) e de mortalidade hospitalar (%). A tendência temporal foi avaliada pelo modelo de Prais-Winsten, estimando-se a variação média anual (VMA) e seu respectivo intervalo de confiança de 95% (IC95%). Resultados: Foram registradas 5.444 internações, concentradas em Florianópolis (75,9%) e São José (20,7%). A taxa média regional foi 5,04/10.000, mantendo-se estável no período (p=0,462). Em nível municipal, observou-se tendência de estabilidade tanto em Florianópolis (VMA=-1,61%; p=0,552) quanto em São José (VMA= 5,52%; p=0,067, com viés de alta limítrofe). As internações predominaram em idosos, com aumento significativo nas faixas etárias de 70 anos ou mais, e em homens (58,5%). Em relação ao perfil racial, houve predomínio de internações entre pacientes autodeclarados brancos (85,6%). O total de óbitos foi de 550, observando-se redução na mortalidade hospitalar regional (VMA=-2,99%; p=0,049), impulsionada pelo forte declínio em Florianópolis (VMA=-7,27%; p=0,003), marcadamente no sexo masculino e nos grupos etários de 30-39, 50-59 e 70-79 anos. Em São José, a mortalidade permaneceu estável. Conclusão: As internações por IR concentraram-se em Florianópolis e São José, sobretudo entre idosos e homens. O contraste entre a tendência de aumento limítrofe das internações em São José e a redução da mortalidade em Florianópolis sugere desigualdades na assistência, reforçando a necessidade de estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e ampliação da terapia renal substitutiva.

Biografía del autor/a

  • Luigi Arruda Nardino, Universidade Federal de Santa Catarina.

    Acadêmico do curso de graduação em Farmácia da Universidade Federal de Santa Catarina.

  • Beatriz Garcia Mendes, Universidade Federal de Santa Catarina

    Professora Doutora do Departamento de Análises Clínicas, Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Santa Catarina.

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Publicado

2026-09-01

Número

Sección

Artigo original

Cómo citar

INTERNAÇÕES E MORTALIDADE HOSPITALAR POR INSUFICIÊNCIA RENAL NA GRANDE FLORIANÓPOLIS: ESTUDO ECOLÓGICO DE SÉRIES TEMPORAIS, 2014–2024. (2026). Arquivos Catarinenses De Medicina, 55(3), 66-82. https://doi.org/10.63845/q38dbw84