PADRÕES DE CONSUMO DE ÁLCOOL ENTRE BRASILEIROS E ALEMÃES

O PAPEL DA CULTURA E ORIGEM ÉTNICA

Autores/as

  • Karina Duarte Alves Universidade Regional de Blumenau - FURB
  • Caroline Valente FURB
  • Lívia Alvarenga USP
  • Marcello Ricardo P. Markus USP
  • Ernani Tiaraju de Santa Helena
  • Clóvis Arlindo de Sousa FURB

DOI:

https://doi.org/10.63845/wqpcs576

Palabras clave:

Consumo de Bebidas Alcoólicas; Estudos Populacionais em Saúde Pública; Brasil; Alemanha.

Resumen

Introdução: O consumo de álcool é um fenômeno complexo, marcado por múltiplos fatores individuais, sociais e culturais que influenciam seus efeitos e padrões de uso. Nesse cenário, comparar populações inseridas em contextos distintos, como Brasil e Alemanha, oferece uma oportunidade única de compreender tanto semelhanças quanto diferenças que emergem da relação entre ambiente e herança cultural. Objetivo: Este estudo buscou analisar o consumo de álcool em adultos e idosos de 20 a 79 anos participantes de dois estudos populacionais do Brasil e da Alemanha. Metodologia: Estudo transversal de base populacional a partir do Estudo Vida e Saúde em Pomerode – SHIP-Brazil (n = 2488) e o do Study of Health in Pomerania – SHIP-TREND (n = 3398) da Alemanha. Utilizou- se regressão logística para estimar razões de chances (OR) e seus intervalos de confiança de 95% em modelos brutos e ajustados. Conclusões: Observou-se ainda que o consumo excessivo foi mais prevalente entre os alemães residentes na Alemanha, enquanto os descendentes de alemães em Pomerode exibiram taxas mais baixas, próximas às de brasileiros sem ascendência germânica. Esses achados reforçam que a cultura não deve ser entendida como herança fixa ou determinista, mas como um elemento dinâmico, em constante transformação diante do contexto social e ambiental em que os indivíduos estão inseridos.

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Publicado

2026-03-27

Número

Sección

Artigo original

Cómo citar

PADRÕES DE CONSUMO DE ÁLCOOL ENTRE BRASILEIROS E ALEMÃES: O PAPEL DA CULTURA E ORIGEM ÉTNICA. (2026). Arquivos Catarinenses De Medicina, 55(1), 125-141. https://doi.org/10.63845/wqpcs576