POLIFARMÁCIA E INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 2
UMA ANÁLISE DO PERFIL CLÍNICO E EFEITOS NO MANEJO DA DOENÇA
DOI:
https://doi.org/10.63845/yymfe633Palabras clave:
Diabetes Mellitus tipo 2, Polifarmácia, Interações medicamentosas, Segurança do paciente, FarmacoterapiaResumen
Introdução: A coexistência de múltiplas comorbidades em pessoas com diabetes mellitus tipo 2 favorece o uso simultâneo de diversos medicamentos, aumentando o risco de interações medicamentosas e complicações clínicas. A polifarmácia, quando não monitorada, pode comprometer o controle glicêmico, a segurança terapêutica e a qualidade de vida. Este estudo teve como objetivo analisar a prevalência de polifarmácia e descrever o perfil clínico, terapêutico e as interações medicamentosas entre pacientes com diabetes tipo 2 atendidos em um ambulatório universitário no sul de Santa Catarina. Métodos: Estudo observacional, transversal e analítico, baseado na análise de 315 prontuários eletrônicos de pacientes atendidos entre janeiro de 2023 e maio de 2024. Foram avaliadas variáveis sociodemográficas, parâmetros clínicos, comorbidades associadas, número total de medicamentos utilizados e interações medicamentosas identificadas. A análise estatística incluiu medidas descritivas e testes de associação, adotando nível de significância de p < 0,05. Resultados: Observou-se predominância do sexo feminino e média de idade compatível com o perfil esperado para diabetes tipo 2. A prevalência de polifarmácia foi elevada, afetando mais de 60% da amostra, especialmente idosos portadores de hipertensão, dislipidemia e outras condições crônicas. As interações medicamentosas mais relevantes envolveram antidiabéticos associados a betabloqueadores, anti-hipertensivos, diuréticos e anti-inflamatórios, com potencial para desencadear hipoglicemia, redução da eficácia terapêutica e aumento do risco cardiovascular. A média de medicamentos por paciente confirmou o uso contínuo de múltiplas classes farmacológicas. Conclusão: A elevada prevalência de polifarmácia e a frequência de interações medicamentosas evidenciam a complexidade do manejo clínico de pacientes com diabetes tipo 2.
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