PERFIL CLÍNICO E DAS INFECÇÕES RELACIONADAS À ASSISTÊNCIA À SAÚDE NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL
PERFIL CLÍNICO E DAS INFECÇÕES RELACIONADAS À ASSISTÊNCIA À SAÚDE NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL
DOI:
https://doi.org/10.63845/x8a7hh82Palavras-chave:
Infecção hospitalar. Epidemiologia. Mortalidade. Fatores de risco. Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Infecção Relacionada à Assistência à Saúde. Recém-Nascido Prematuro., infecção hospitalar, epidemiologia, mortalidade infantil, fatores de risco, unidade de terapia intensiva, unidade de terapia intensiva neonatal, uti, uti neonatal, IRAS, infecção relacionada a assistência a saúde, recém nascido, prematuridade, prematuroResumo
RESUMO
Objetivo: Conhecer o perfil clínico e das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde em recém-nascidos, na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), de um hospital de referência da Grande Florianópolis, nos anos de 2018 e 2019. Método: Estudo transversal, realizado na UTIN, com recém-nascidos com IRAS, atendidos na unidade de 2018 a 2019. Coleta de dados realizada nos relatórios da comissão de controle de infecção hospitalar e acesso aos prontuários. Dados analisados Statistical Package for the Social Sciences 18.0. Aprovado pelo comitê de ética em pesquisa. Resultados: Prevalência de 17,9% de IRAS e 8,5% de óbito. Tempo médio de internação 34,14 dias e diagnóstico 16,74 dias. 51,4% nasceram de parto vaginal, 88,1% prematuros, 16,7% muito baixo peso. Usavam complemento 92,9% dos RN, 88,1% realizaram um ou mais procedimentos invasivos e 60,4% tiveram diagnóstico de sepse. Motivos de internação prematuridade (66,7%), baixo peso ao nascer (35,7%) e insuficiência respiratória (33,3%). 54,5% fizeram uso de tubo orotraqueal, 64,3% ventilação mecânica, 47,6%. cateter venoso central (CVC). Quanto ao sítio de infeçcão destaca-se o CVC (42,4%) e os microrganismos os gram negativos (34%). Como antibióticos utilizados amicacina (52,5%), tazocin (40,7%), meropenem (28,8%) e vancomicina (25,4%). Conclusão: Baixa prevalência de IRAS e de óbito hospitalar, média de internação de 34,14 dias. A maioria nasceu de parto vaginal, prematuro, de baixo peso e com uso de fórmula para alimentação. Todos foram submetidos a procedimentos invasivos. Sepse diagnosticada em mais da metade dos RN, tendo como principal sítio o CVC, e como microrganismos os gram negativos.
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