ASSISTÊNCIA AO PARTO E CONDIÇÕES DE NASCIMENTO NA MACRORREGIÃO DO GRANDE OESTE DE SANTA CATARINA
DOI:
https://doi.org/10.63845/am0cgh50Palavras-chave:
Registro de nascimento, Parto, Regionalização da saúde, Qualidade, acesso e avaliação da assistência à saúde, Saúde materno-infantilResumo
Os indicadores em saúde e a produção de informação auxiliam no planejamento da atenção, bem possibilitam melhorias na qualidade do acesso e avaliação da assistência relacionados à regionalização da saúde materno infantil. Objetiva-se descrever características dos nascimentos na Macrorregião do Grande Oeste de Santa Catarina, bem como, avaliar a assistência ao parto e ao recém nascido. Estudo epidemiológico, observacional realizado na Macrorregião do Grande Oeste por meio de dados oficiais relacionados às características de assistência e as condições de nascimento no estado de Santa Catarina, tendo como base o Plano Estadual de Saúde de Santa Catarina. Os dados foram coletados por meio do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos; sobre Mortalidade; e, pelo Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde, considerando-se os registros de nascimentos ocorridos entre 2018 e 2019. Foram identificados 23.287, representando 29,3% de taxa de natalidade. Ao analisar as condições de nascimento de acordo com o local de residência, os municípios referência de cada uma das três regiões que compõem a Macrorregião do Grande Oeste são os que apresentaram melhores condições de cobertura pré-natal e peso satisfatório ao nascer. Em relação a via de parto, 32 municípios (41,02%) apresentaram 70% de partos cesáreos. Quanto à situação de atenção qualificada (Padrão Ouro) de atenção ao parto e recém nascido, somente 02 municípios da Macrorregião encontram-se qualificados. A maioria 51 (57,69%) possui situação inexistente para a assistência. A macrorregião apresenta fragilidades na assistência, pois concentra proporção elevada de partos cesáreos e pouca estrutura qualificada para atendimentos na maioria dos municipios.
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