Panorama Epidemiológico da Mortalidade por Neoplasia Maligna da Próstata em Santa Catarina: Um Estudo Quantitativo e Qualitativo

Autores

  • Edoarda Carolina Bertholdi Universidade do Vale do Itajaí image/svg+xml
  • Clarissa Regina Schmitz Universidade do Vale do Itajaí image/svg+xml
  • Maria Eduarda Lopes Dias Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
  • Bruna Roldo Universidade do Vale do Itajaí image/svg+xml
  • Maria Clara Testoni Longhi Centro Universitário UNISOCIESC
  • Maria Eduarda de Souza Universidade da Região de Joinville image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.63845/twvws868

Resumo

Introdução e objetivos: A neoplasia maligna de próstata é a segunda maior causa de morte por câncer entre homens no Brasil, seu desenvolvimento costuma ser silencioso, dificultando o diagnóstico precoce e agravando os desfechos. Sendo assim, o padrão de mortalidade por essa neoplasia permite identificar desigualdades regionais e orientar políticas de prevenção e cuidado. Dessa forma, o estudo tem como objetivo analisar o panorama epidemiológico da mortalidade por câncer de próstata em Santa Catarina entre 2020 e 2024.

Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo, com delineamento transversal, do tipo ecológico epidemiológico descritivo, realizado a partir de dados secundários anônimos. As informações referentes aos óbitos por neoplasia maligna da próstata, classificados segundo a Classificação Internacional de Doenças – 10ª Revisão (CID-10), foram obtidas no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), abrangendo o período de 2020 a 2024. A distribuição regional foi analisada conforme as Comissões Intergestores Regionais (CIR). Por utilizar banco de dados de domínio público, o estudo dispensou apreciação por Comitê de Ética em Pesquisa.

Resultados: Durante o período analisado, foram constatados 670 óbitos por Neoplasia Maligna da Próstata em Santa Catarina. O número de óbitos em 2024 (148 óbitos), ano com maior registro, foi aproximadamente 24,37% superior ao número verificado em 2021, o ano com menos óbitos (119 óbitos). Quanto à etnia/cor, observou-se que pessoas brancas foram mais afetadas, com 608 óbitos, representando cerca de 90,75% do total. Considerando a distribuição por regiões de saúde (CIR), a Grande Florianópolis concentrou 178 óbitos, o equivalente a 26,57% do total registrado. Em relação à faixa etária, a maioria das mortes ocorreu entre 70 e 79 anos, com 267 óbitos (39,85%), seguida pela faixa etária de 80 anos ou mais, com 208 óbitos (31,04%).

Conclusão: A neoplasia maligna da próstata representa importante causa de mortalidade em Santa Catarina. A elevada ocorrência de óbitos evidencia a necessidade de fortalecer ações de prevenção, diagnóstico precoce e assistência à saúde, especialmente nas regiões com maior concentração de casos. Dessa forma, políticas públicas, educação em saúde e ampliação do acesso a tecnologias diagnósticas podem contribuir para a redução da mortalidade e para a melhoria da qualidade do cuidado.

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Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Informática do SUS – DATASUS. Informações de saúde (TABNET). Brasília: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/. Acesso em: 9 jul. 2025.

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA (INCA). Estimativa 2023: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2022. Disponível em: https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/estimativa-2023-incidencia-de-cancer-no-brasil. Acesso em: 9 jul. 2025.

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Publicado

15/10/2026

Como Citar

1.
Bertholdi EC, Schmitz CR, Dias MEL, Roldo B, Longhi MCT, Souza ME de. Panorama Epidemiológico da Mortalidade por Neoplasia Maligna da Próstata em Santa Catarina: Um Estudo Quantitativo e Qualitativo. Rev. Arq Catarin Med [Internet]. 15 de outubro de 2026 [citado 15 de outubro de 2026];55(4):75-6. Disponível em: https://revista.acm.org.br/arquivos/article/view/2075