Manejo do tromboembolismo pulmonar agudo: novas categorias clínicas da diretriz AHA/ACC 2026

Autores

  • Maria Clara Guidi da Silva Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), Criciúma, Santa Catarina
  • João Gabriel Tavares do Canto Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), Criciúma, Santa Catarina
  • Marina Salvaro Sônego Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), Criciúma, Santa Catarina
  • Marco Antônio Mezzari Machado Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), Criciúma, Santa Catarina
  • Beatriz Argente Menegotto Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), Criciúma, Santa Catarina
  • Eduardo de Castro Neto Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), Criciúma, Santa Catarina
  • Gustavo Frasson Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), Criciúma, Santa Catarina
  • Maria Luiza Batista Lapolli Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), Criciúma, Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.63845/4d234z03

Palavras-chave:

embolia pulmonar, tromboembolismo pulmonar, anticoagulantes, insuficiência cardiopulmonar, estratificação de risco

Resumo

Introdução e objetivo: O tromboembolismo pulmonar agudo (TEP) constitui a terceira principal causa de doença cardiovascular no mundo, decorrente da migração de trombos originados de veias profundas dos membros inferiores e pelve1,2. Apresenta sintomas inespecíficos, como dispneia e dor torácica, dificultando o diagnóstico precoce2. Historicamente, a estratificação clínica baseava-se apenas na estabilidade hemodinâmica, categorizada em baixo, intermediário-baixo, intermediário-alto e alto risco. No entanto, análises recentes destacaram que pacientes classificados no mesmo grupo apresentavam desfechos divergentes, evidenciando a necessidade de uma classificação precisa. Em 2026, a American College of Cardiology e a American Heart Association publicaram a primeira diretriz dedicada unicamente ao TEP agudo, introduzindo o sistema de Categoria Clínica de Embolia Pulmonar Aguda para estratificar a gravidade, avaliar o prognóstico e orientar o tratamento3. Este trabalho tem como objetivo apresentar as mudanças introduzidas pela diretriz AHA/ACC 2026 no diagnóstico e manejo do TEP agudo.

Métodos: Trata-se de revisão narrativa de atualização com busca não sistemática, na base PubMed e em publicações complementares, com ênfase na diretriz publicada em 2026.

Resultados: A principal mudança é a substituição do Esquema de Risco, estabelecido em 2019, pelas Categorias Clínicas de Embolia Pulmonar Aguda, as quais classificam os pacientes de A a E, conforme os parâmetros hemodinâmicos. A categoria A corresponde ao achado incidental ou pacientes assintomáticos; já a categoria B representa o paciente sintomático, com baixo risco de resultados desfavoráveis; a categoria C caracteriza-se por quadro sintomático com alta gravidade clínica; na categoria D, o indivíduo apresenta insuficiência cardiopulmonar inicial; por fim, pacientes da categoria E apresentam insuficiência cardiopulmonar estabelecida. O tratamento passa a ser direcionado pelas categorias, priorizando anticoagulantes orais diretos. Ademais, a diretriz institui o papel das equipes de resposta rápida para embolia pulmonar nos casos de maior complexidade, definindo um protocolo de acompanhamento pós-alta.

Conclusão: A diretriz AHA/ACC 2026 aprimora o manejo do TEP agudo ao substituir a terminologia anterior por categorias clínicas eficazes que refinam a terapêutica. Assim, o novo sistema classificatório é relevante para a estratificação de risco com precisão, impactando na redução da mortalidade associada à doença.

0 0

Referências

Duffett L, Castellucci LA, Forgie MA. Pulmonary embolism: update on management and controversies. BMJ 2020;370:m2177. https://doi.org/10.1136/bmj.m2177.

Righini M, Robert-Ebadi H, Le Gal G. Diagnosis of acute pulmonary embolism. J Thromb Haemost 2017;15:1251–61. https://doi.org/10.1111/jth.13694.

Creager MA, Barnes GD, Giri J, et al. 2026 AHA/ACC/ACCP/ACEP/CHEST/SCAI/SHM/SIR/SVM/SVN guideline for the evaluation and management of acute pulmonary embolism in adults. J Am Coll Cardiol. 2026;87(13):1626-1710.

Downloads

Publicado

15/10/2026

Como Citar

1.
Silva MCG da, Canto JGT do, Sônego MS, Machado MAM, Menegotto BA, Castro Neto E de, et al. Manejo do tromboembolismo pulmonar agudo: novas categorias clínicas da diretriz AHA/ACC 2026. Rev. Arq Catarin Med [Internet]. 15 de outubro de 2026 [citado 15 de outubro de 2026];55(4):141-2. Disponível em: https://revista.acm.org.br/arquivos/article/view/2108