SÍNDROME DE TURNER E A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO INTERDISCIPLINAR AO LONGO DA VIDA: UM RELATO DE CASO

Autores

  • Maria Clara Igrejas Siquara Nóbrega Liga Acadêmica de Genética Médica. , FACULDADE ESTÁCIO IDOMED – JARAGUÁ DO SUL
  • Andressa Gimenes Narezi Liga Acadêmica de Genética Médica. , FACULDADE ESTÁCIO IDOMED – JARAGUÁ DO SUL
  • Sarah Peixer Rocha dos Santos Liga Acadêmica de Genética Médica. , FACULDADE ESTÁCIO IDOMED – JARAGUÁ DO SUL
  • Ana Clara Imroth Furtado Liga Acadêmica de Genética Médica. , FACULDADE ESTÁCIO IDOMED – JARAGUÁ DO SUL
  • Juliana Francielle Rosniak Liga Acadêmica de Genética Médica. , FACULDADE ESTÁCIO IDOMED – JARAGUÁ DO SUL
  • Andreza Thais Volles Liga Acadêmica de Genética Médica. , FACULDADE ESTÁCIO IDOMED – JARAGUÁ DO SUL
  • Amanda Luisa Koehler Liga Acadêmica de Genética Médica. , FACULDADE ESTÁCIO IDOMED – JARAGUÁ DO SUL
  • Júlia Seibel Bonan Liga Acadêmica de Genética Médica. , FACULDADE ESTÁCIO IDOMED – JARAGUÁ DO SUL
  • Thiago Correia Liga Acadêmica de Genética Médica.

DOI:

https://doi.org/10.63845/9w4dgr30

Palavras-chave:

Síndrome de Turner, Relato de Caso, Equipe Multidisciplinar, Terapia de Reposição Hormonal

Resumo

Introdução e objetivo: A Síndrome de Turner é uma condição genética decorrente da perda total ou parcial de um cromossomo X, que se expressa por um complexo espectro clínico. Suas manifestações englobam disgenesia gonadal, baixa estatura e malformações cardiovasculares que demandam vigilância rigorosa (SHANKAR; BACKELJAUW, 2018). Além do aspecto biológico, essas características estruturais geram impactos psicossociais significativos que afetam diretamente a autoimagem e a inserção social (SUZIGAN et al., 2005). Consequentemente, o cuidado moderno da síndrome exige uma estruturada transição do atendimento pediátrico para a vida adulta (GRAVHOLT et al., 2024). Diante dessa complexidade, o objetivo deste estudo é relatar a evolução clínica de uma paciente com Síndrome de Turner, destacando a essencialidade da assistência médica interdisciplinar contínua para a consolidação da saúde integral e da sua qualidade de vida.

Método: Estudo do tipo relato de caso, transversal e retrospectivo, sobre o acompanhamento de uma paciente com Síndrome de Turner (F.A, 33 anos). Os dados clínicos e terapêuticos foram obtidos via entrevista estruturada e analisados de forma descritiva.

Resultados: Paciente feminina, 33 anos, cirurgiã-dentista, com diagnóstico de Síndrome de Turner. O manejo clínico multidisciplinar iniciou-se na infância com a administração de hormônio do crescimento (GH) recombinante dos 5 aos 15 anos. A indução puberal ocorreu aos 12 anos via estrogenioterapia oral gradual. Aos 15 anos, introduziu-se a terapia com progesterona, resultando na menarca. Devido a episódios de dismenorreia e fluxo intenso, optou-se pelo uso de regulador menstrual oral por diversos anos. Na fase adulta, estabilizou o quadro com terapia combinada transdérmica (estrogênio e progesterona em sistema adesivo contínuo), mantida até o presente momento. A paciente mantém acompanhamento regular com endocrinologia e cirurgia vascular, esta última devido à presença de linfedema crônico, o qual possui manejo conservador mediante o uso de meias de compressão. A vigilância de comorbidades segue um cronograma contínuo englobando exames laboratoriais anuais (perfil hormonal, vitamínico, funções hepática e renal e hemograma). Ademais, realiza monitoramento por imagem e avaliações funcionais preventivas, incluindo ultrassonografia a cada dois anos, densitometria óssea a cada três ou quatro anos, além de audiometria a cada dois ou três anos e ecocardiograma a cada cinco anos. A evolução clínica favorável, o sucesso profissional e a manutenção da qualidade de vida da paciente atestam a eficácia e a essencialidade da assistência médica integrada e do monitoramento interprofissional a longo prazo.

Conclusão: Conclui-se que o manejo interdisciplinar e o rastreio de comorbidades são essenciais na Síndrome de Turner. A transição adequada e o cuidado integrado na vida adulta garantem o sucesso terapêutico, estabilidade clínica e qualidade de vida.

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Referências

SUZIGAN, Lígia Zuppi C.; SILVA, Roberto B. de Paiva e; MACIEL-GUERRA, Andréa T. Aspectos psicossociais da Síndrome de Turner. Arq Bras Endocrinol Metab, v. 49, n. 1, p. 157-164, fev. 2005. Disponível em: https://www.scielo.br/j/abem/a/GLpYz3S9yMwV8nGTZQjKgJm/?format=html&lang=pt. Acesso em: 20 jun. 2026.

KANAKATTI SHANKAR, Roopa; BACKELJAUW, Philippe F. Current best practice in the management of Turner syndrome. Therapeutic Advances in Endocrinology and Metabolism, v. 9, n. 1, p. 33-40, 2018. Disponível em:https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5761955/pdf/10.1177_2042018817746291.pdf. Acesso em: 22 jun. 2026.

GRAVHOLT, Claus H. et al. Clinical practice guidelines for the care of girls and women with Turner syndrome: Proceedings from the 2023 Aarhus International Turner Syndrome Meeting. European Journal of Endocrinology, v. 190, n. 6, p. G53-G151, 2024. Disponível em: https://academic.oup.com/ejendo/article/190/6/G53/7674241. Acesso em: 22 jun. 2026.

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Publicado

15/10/2026

Como Citar

1.
Nóbrega MCIS, Narezi AG, Santos SPR dos, Furtado ACI, Rosniak JF, Volles AT, et al. SÍNDROME DE TURNER E A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO INTERDISCIPLINAR AO LONGO DA VIDA: UM RELATO DE CASO. Rev. Arq Catarin Med [Internet]. 15 de outubro de 2026 [citado 15 de outubro de 2026];55(4):169-70. Disponível em: https://revista.acm.org.br/arquivos/article/view/2122