AVALIAÇÃO DAS COMPLICAÇÕES EM MAMOPLASTIA DE AUMENTO

Autores

  • Mariana Costa Garcia
  • Luana Miotto Golfetto
  • Aline Carrer Bortolini
  • Larissa Pereira Guerra
  • Raquel Tobias Medeiros Tavares
  • Alcemar Maia Souto

DOI:

https://doi.org/10.63845/gkcv8h60

Palavras-chave:

Mamoplastia, Complicações Pós-Operatórias, Cirurgia Plástica

Resumo

Introdução. A hipomastia é definida como baixo crescimento das mamas e pode ocorrer devido a problemas do desenvolvimento ou à involução da mama. Essa condição afeta muitas mulheres, podendo levar a uma imagem corporal negativa e baixa autoestima e pode afetar relações, satisfação sexual e qualidade de vida. A cirurgia com inserção de implantes mamários de silicone é uma alternativa para o tratamento da hipomastia, sendo recomendada de acordo com avaliação médica e desejo da paciente. Como todo procedimento cirúrgico, a mamoplastia de aumento apresenta complicações relacionadas, que podem ser precoces ou tardias.  Objetivo. Avaliar as complicações nas mamoplastias de aumento realizadas no Hospital da Plástica do Rio de Janeiro entre os anos de 2020 e 2024. Método. Foram avaliados 289 casos de mamoplastia de aumento realizadas no Hospital da Plástica do Rio de Janeiro no período de janeiro de 2020 a janeiro de 2024. Todas as pacientes avaliadas são do sexo feminino, com idades entre 22 e 64 anos, com história de hipomastia ou insatisfação com resultados anteriores. Os volumes dos implantes variaram de 195 cc a 485 cc, sendo 15 implantes texturizados, 75 implantes de poliuretano e 199 implantes nano texturizados. Não foram utilizados implantes lisos. As vias de acesso para colocação dos implantes foram 32 no sulco inframamário e 257 incisão em T ou L de mastopexia. Não foram realizados acessos por via periareolar, axilar ou transumbilical. Os planos de inserção dos implantes foram 88 subglandular e 201 submuscular parcial. Resultados.  Entre os 289 casos avaliados, ocorreram 46 complicações (15,9%). As complicações observadas no Hospital da Plástica do Rio de Janeiro no período de 4 anos foram deiscência de sutura, ptose, assimetria, rotação do implante, hematoma, seroma, contratura capsular e infecção. Os casos com necessidade de reintervenção estavam relacionados ou com complicações que não responderam a tratamento conservador ou por insatisfação da paciente no pós-operatório. Conclusão. Almejando índices cada vez menores de complicações, faz-se necessário que o cirurgião plástico e sua equipe estejam constantemente atualizados e focados na prevenção das complicações em todas as etapas que envolvem a mamoplastia de aumento.

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Publicado

14/05/2025

Como Citar

AVALIAÇÃO DAS COMPLICAÇÕES EM MAMOPLASTIA DE AUMENTO. (2025). Arquivos Catarinenses De Medicina, 54(1), 372-376. https://doi.org/10.63845/gkcv8h60