CAMPANHA JUNHO VERMELHO: EDUCAÇÃO EM SAÚDE E INCENTIVO À DOAÇÃO DE SANGUE JUNTO A FAMILIARES DE PACIENTES ONCOLÓGICOS
DOI:
https://doi.org/10.63845/kk0dcr32Palavras-chave:
Doação de Sangue, Educação em Saúde, Extensão Universitária, OncologiaResumo
Introdução e objetivo: A doação voluntária de sangue é indispensável para a manutenção dos estoques de hemocomponentes utilizados em procedimentos cirúrgicos, atendimentos de urgência e, principalmente, no tratamento de pacientes oncológicos, que frequentemente necessitam de suporte transfusional. O desconhecimento sobre o processo de doação e seus critérios de elegibilidade ainda representa importante barreira para a captação de novos doadores, reforçando a necessidade de estratégias de educação em saúde no ambiente hospitalar. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência de uma ação extensionista voltada à conscientização sobre a importância da doação de sangue junto a familiares de pacientes internados em unidade de oncologia, desenvolvida durante a campanha Junho Vermelho.
Método: Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo e retrospectivo, sem desenho experimental, referente a ação de extensão universitária conduzida por coordenadores e integrantes de ligas acadêmicas de Hematologia e Oncologia de uma instituição de ensino superior do sul do Brasil. Participaram 15 acadêmicos, organizados em duplas e distribuídos entre os setores de internação, com foco na unidade de oncologia. Foram abordados aproximadamente 60 familiares de pacientes internados, por meio de roteiro padronizado contemplando acolhimento, investigação do conhecimento prévio sobre doação de sangue, identificação de possíveis doadores, esclarecimento de dúvidas e incentivo à mobilização familiar, seguido de questionário estruturado para registro das informações. O roteiro foi elaborado com base em recomendações de referência regional em hemoterapia e em princípios de comunicação humanizada em saúde.
Resultados: Entre os familiares abordados, parte já havia doado sangue anteriormente, enquanto outros relataram nunca ter doado e desconheciam o funcionamento do processo, os critérios de elegibilidade e os locais de coleta. As principais dúvidas envolveram o tempo necessário para a doação, o intervalo entre doações, os requisitos para ser doador e a segurança do procedimento. Após a intervenção educativa, a maioria dos participantes demonstrou maior compreensão sobre a relevância da doação voluntária e cerca de 60% dos entrevistados manifestaram interesse em tornar-se doador ou incentivar familiares e amigos a doarem.
Conclusão: A experiência evidenciou que ações extensionistas de educação em saúde no ambiente hospitalar constituem estratégia eficaz para esclarecer dúvidas, reduzir barreiras relacionadas à doação de sangue e estimular a intenção de doar. Além de fortalecer a integração entre universidade, hospital e comunidade, a iniciativa contribuiu para ampliar a conscientização sobre a manutenção dos estoques de hemocomponentes, sobretudo para pacientes oncológicos que dependem de transfusões durante o tratamento, e evidenciou o potencial da extensão universitária como estratégia de promoção da saúde e incentivo à doação voluntária de sangue.
Referências
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