Educação em saúde para pacientes insulino dependentes: relato de experiência sobre promoção do controle glicêmico na atenção primária
DOI:
https://doi.org/10.63845/bfckgj45Palavras-chave:
Diabetes Mellitus, Educação em Saúde, Atenção Primária à SaúdeResumo
Introdução e objetivo: A adesão ao controle glicêmico representa um dos principais desafios no manejo do Diabetes Mellitus insulinodependente, dificultando o acompanhamento clínico e favorecendo complicações. Diante dessa realidade, objetivou-se relatar uma intervenção de educação em saúde voltada ao fortalecimento do autocuidado e da adesão ao controle glicêmico entre pacientes insulinodependentes acompanhados na Atenção Primária à Saúde.
Método: Relato de experiência desenvolvido a partir de uma demanda identificada pela equipe multiprofissional de uma Unidade Básica de Saúde em 2025. A intervenção ocorreu em dois encontros educativos, devido à limitação do espaço físico, reunindo pacientes insulinodependentes e familiares. Foram abordados temas como tipos de diabetes, monitorização da glicemia, armazenamento e uso correto da insulina, alimentação saudável, cuidados com o pé diabético e preenchimento da ficha de controle glicêmico, utilizando exposição dialogada, demonstrações práticas e atividades participativas.
Resultados: Participaram 21 pacientes insulinodependentes, além de familiares. Observou-se boa adesão às atividades, participação ativa e troca de experiências entre os participantes. Embora a equipe relatasse dificuldades no acompanhamento do controle glicêmico, os usuários demonstraram conhecimento prévio sobre o monitoramento da glicemia e o preenchimento da ficha de registro. A intervenção permitiu esclarecer dúvidas, especialmente sobre armazenamento da insulina, manejo de episódios de hipo e hiperglicemia e reforço das práticas de autocuidado. O lanche educativo favoreceu discussões sobre alimentação saudável e incentivou mudanças de hábitos, sendo bem aceito pelos participantes e pela equipe de saúde.
Conclusão: A intervenção demonstrou que ações educativas participativas fortalecem a autonomia dos pacientes insulinodependentes, favorecem a adesão ao tratamento e qualificam o acompanhamento na Atenção Primária. Além de ampliar conhecimentos e esclarecer dúvidas, a atividade estimulou o protagonismo dos usuários e reforçou a importância da continuidade de estratégias educativas voltadas ao controle glicêmico e à prevenção de complicações.
Referências
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International Diabetes Federation. IDF Diabetes Atlas. 2025.
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