TABAGISMO E CONSUMO DE BEBIDAS ALCÓOLICAS ENTRE PROFESSORES DO CURSO DE MEDICINA DE UMA UNIVERSIDADE DO SUL DO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.63845/w17g8a49Palavras-chave:
hábito de fumar, bebidas alcoólicas, inquéritos epidemiológicos, profissionais de saúdeResumo
Objetivos: Identificar a prevalência do uso de cigarros e de bebidas alcoólicas entre os professores do curso de medicina da Universidade do Sul de Santa Catarina, campus Tubarão. Métodos: Foi realizado inquérito com os professores do curso de Medicina do campus UNISUL-Tubarão, utilizando questionário adaptado do sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico (VIGITEL). As prevalências dos fatores estudados foram apresentadas em proporção (%) e intervalo de confiança (IC) de 95%, e comparações por razão de prevalência brutas e ajustadas, com nível de significância de 5%. Resultados: Entre 155 indivíduos estudados, 61,3% são do sexo masculino, com idade média de 45,2 (±10,6) e 80,6% médicos. O uso atual e passado do cigarro foi relatado por 2,6% e 21,9%, respectivamente. A média de idade foi de 53,2 (±10,2) anos para os que já fumaram e de 42,9 (±9,7) anos para os que nunca fumaram (p<0,0001). O uso de bebidas alcoólicas foi relatado por 72,9%, de forma abusiva em 23,9%. O sexo masculino foi fator independente associado ao habito de fumar no passado e ao uso e abuso de álcool. Conclusão: A frequência de tabagismo entre os professores de Medicina foi baixa, mas o consumo de bebidas alcoólicas foi elevado em relação aos dados nacionais.
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