Condições de saúde e alimentação de pessoas privadas de liberdade: estudo em penitenciárias do Sul do Brasil.

Autores

  • Caroline da Veiga Curso de Medicina da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC). Membro do Grupo de Pesquisa Atenção à Saúde e Epidemiologia (GPASEpi). Criciúma-SC.
  • Izabeli Marcon Zanatta Mestre em Saúde Pública. Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública, Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, SC, Brasil. Membro do Grupo de Pesquisa Atenção à Saúde e Epidemiologia (GPASEpi). Criciúma-SC.
  • Fernanda Oliveira Meller Doutora em Epidemiologia. Professora e pesquisadora. Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública, Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, SC, Brasil. Professor titular do Grupo de Pesquisa Atenção à Saúde e Epidemiologia (GPASEpi). Criciúma-SC.
  • Micaela Rabelo Quadra Doutora em Ciências da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, SC, Brasil. Membro do Grupo de Pesquisa Atenção à Saúde e Epidemiologia (GPASEpi). Criciúma-SC.
  • Isabel Oliveira Bierhals Doutora em Epidemiologia. Professora e pesquisadora. Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública, Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, SC, Brasil. Professor titular do Grupo de Pesquisa Atenção à Saúde e Epidemiologia (GPASEpi). Criciúma-SC.
  • André Demboski Dalpont Estudante de graduação em Medicina. Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, SC, Brasil. Membro do Grupo de Pesquisa Atenção à Saúde e Epidemiologia (GPASEpi). Criciúma-SC.
  • Enzo Ronconi Estudante do ensino médio. Bolsista de Iniciação Científica Júnior do CNPq. Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, SC, Brasil. Membro do Grupo de Pesquisa Atenção à Saúde e Epidemiologia (GPASEpi). Criciúma-SC.
  • Antônio Augusto Shäfer Doutor em Epidemiologia. Professor e pesquisador. Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública, Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, SC, Brasil. Professor titular do Grupo de Pesquisa Atenção à Saúde e Epidemiologia (GPASEpi). Criciúma-SC.

DOI:

https://doi.org/10.63845/tmbmzp26

Palavras-chave:

Prisioneiros, saúde pública, estudos transversais, estado nutricional, serviços de alimentação

Resumo

Introdução: Pessoas privadas de liberdade constituem uma população em situação de vulnerabilidade, cujas condições de saúde e alimentação demandam maior conhecimento para subsidiar ações em saúde.

Objetivo: Avaliar as condições de saúde, alimentação e perfil nutricional de pessoas privadas de liberdade em duas penitenciárias do Sul do Brasil.

Método: Trata-se de um estudo prospectivo, observacional, descritivo, realizado entre novembro e dezembro de 2024, em uma penitenciária masculina e uma penitenciária feminina do Sul de Santa Catarina. Os dados foram coletados por meio de um questionário autoaplicável aplicado a 131 pessoas privadas de liberdade (38 mulheres e 93 homens) e de registros institucionais sobre fornecimento de alimentos e desperdício. As análises descritivas foram realizadas no Stata 17.0.

Resultados: Foram avaliados 131 participantes, sendo 38 mulheres e 93 homens. Entre as mulheres, 66,7% apresentavam sobrepeso ou obesidade, enquanto 65,2% dos homens estavam com sobrepeso. Verificou-se elevada prevalência de doenças crônicas como hipertensão arterial e diabetes entre homens (26,7% e 7,8%, respectivamente) e mulheres (31,6% e 7,9%, respectivamente). Além disso, observou-se baixa prática de atividade física (81,6% das mulheres e 61,1% dos homens eram fisicamente inativos). Quanto à alimentação, quase metade das mulheres classificou a qualidade dos alimentos como ruim ou muito ruim (42,1%) e 12% dos homens classificaram como ruim. Tanto entre homens como entre mulheres, o alimento de que mais sentiam falta era carne e derivados, e o alimento que mais compravam com suas economias era biscoito.

Conclusão: O estudo evidenciou importantes vulnerabilidades relacionadas à saúde e à alimentação entre pessoas privadas de liberdade. Entre elas, destacam-se a elevada frequência de doenças crônicas, baixa prática de atividade física e a percepção insatisfatória da alimentação. Esses achados reforçam a necessidade de fortalecer políticas públicas e estratégias de promoção da saúde voltadas à população privada de liberdade.

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Referências

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Publicado

15/10/2026

Como Citar

1.
Veiga C da, Zanatta IM, Meller FO, Quadra MR, Bierhals IO, Dalpont AD, et al. Condições de saúde e alimentação de pessoas privadas de liberdade: estudo em penitenciárias do Sul do Brasil. Rev. Arq Catarin Med [Internet]. 15 de outubro de 2026 [citado 15 de outubro de 2026];55(4):67-8. Disponível em: https://revista.acm.org.br/arquivos/article/view/2071