MORBIMORTALIDADE HOSPITALAR POR SEPSE EM IDOSOS NA REGIÃO SUL DO BRASIL (2014-2024)

Autores

  • Nathália Nunes Oberg UNIFEBE
  • Beatriz Luana Baratter do Carmo UNIFEBE
  • Maria Eduarda Neves Andriani UNIFEBE
  • Taís Regina Picolotto UNIFEBE
  • Louise Merlo Rehm UNIFEBE
  • José Henrique Silveira Fritzke UNIFEBE
  • Kauane de Melo UNIFEBE

DOI:

https://doi.org/10.63845/5sm40n47

Resumo

Introdução: A sepse constitui importante causa de internações e óbitos hospitalares, especialmente entre idosos. Alterações fisiológicas do envelhecimento, associadas a doenças crônicas e à redução da resposta imunológica, aumentam a suscetibilidade dessa população a infecções graves e complicações. Com o crescimento da população idosa brasileira, a sepse adquire maior relevância devido aos impactos clínicos, sociais e econômicos, tornando fundamental o monitoramento de seus indicadores.

Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico da morbimortalidade hospitalar por sepse em idosos na Região Sul do Brasil entre 2014 e 2024, considerando internações, óbitos, mortalidade hospitalar e incidência.

Metodologia: Estudo ecológico, retrospectivo e descritivo, baseado em dados do SIH/SUS-DATASUS. Foram analisadas internações e óbitos por sepse em idosos (≥60 anos) na Região Sul do Brasil entre 2014 e 2024, segundo estado, sexo, faixa etária e ano de ocorrência. Calcularam-se as taxas de mortalidade hospitalar e incidência por 100.000 habitantes idosos, utilizando estimativas populacionais do IBGE.

Resultados: Entre 2014 e 2024, registraram-se 170.273 internações por sepse em idosos na Região Sul, com aumento de 143,5%, passando de 9.911 para 24.131 casos. Foram registrados 85.825 óbitos, com incremento de 111,6%, de 5.359 para 11.339 ocorrências. O Rio Grande do Sul apresentou os maiores números absolutos de internações (75.810) e óbitos (38.450). As internações concentraram-se na faixa etária de 70 a 79 anos, enquanto os óbitos ocorreram principalmente entre indivíduos com 80 anos ou mais. Observou-se aumento mais acentuado das internações e dos óbitos entre 2020 e 2021. A incidência elevou-se de 20,66 para 46,02 por 100 mil idosos, enquanto a mortalidade hospitalar reduziu-se ao longo do período, atingindo seu menor valor em 2023 (46,1%), apesar da manutenção de elevados números absolutos de óbitos.

Conclusão: A morbimortalidade hospitalar por sepse em idosos na Região Sul apresentou crescimento expressivo entre 2014 e 2024, evidenciado pelo aumento das internações, dos óbitos e da incidência. Apesar da redução da mortalidade hospitalar, o elevado número absoluto de óbitos demonstra que a sepse permanece um problema de saúde pública. Os resultados evidenciam maior vulnerabilidade dos idosos com 80 anos ou mais e destacam o impacto do período pandêmico, reforçando a necessidade de prevenção, diagnóstico precoce e manejo oportuno da sepse nessa população.

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Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). Brasília, DF: Ministério da Saúde, [s.d.]. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/. Acesso em: 31 maio 2026.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Improving the prevention, diagnosis and clinical management of sepsis. Geneva: World Health Organization, 2017. Disponível em: https://iris.who.int/handle/10665/275646. Acesso em: 31 maio 2026.

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Publicado

15/10/2026

Como Citar

1.
Oberg NN, Carmo BLB do, Andriani MEN, Picolotto TR, Rehm LM, Fritzke JHS, et al. MORBIMORTALIDADE HOSPITALAR POR SEPSE EM IDOSOS NA REGIÃO SUL DO BRASIL (2014-2024). Rev. Arq Catarin Med [Internet]. 15 de outubro de 2026 [citado 15 de outubro de 2026];55(4):71-2. Disponível em: https://revista.acm.org.br/arquivos/article/view/2073