PREVALÊNCIA DE TRAÇO FALCÊMICO NA POPULAÇÃO NEGRA DE UMA UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE

Autores

  • Isadora Cruz Vitório Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC
  • Luiza Caroline Netto Zanette Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC
  • Kristian Madeira Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC
  • Janaína Damásio Vitório Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC
  • Emanuel de Souza Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC

DOI:

https://doi.org/10.63845/98t77d52

Palavras-chave:

Falciforme. Anemia. Negra. Trombofilia.

Resumo

A anemia falciforme é uma doença genética recessiva na qual ocorre uma mutação no gene de globina beta, fazendo com que a hemácias mudem sua conformação adquirindo o formato de foice, assim, como uma mudança de característica tornando-se sólida e insolúvel, diminui a vida média da célula, e aumenta a viscosidade. A anemia falciforme não se manifesta quando é herdado apenas um gene de hemoglobina S (HbS), nesse caso temos a condição de traço falciforme, que não apresenta sintomas. Pesquisadores apontam certa relação entre o gene HbS e a trombofilia, segundo a literatura, há uma diminuição de proteínas anticoagulantes e o aumento das proteínas pró-coagulantes. Sendo assim, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a prevalência do traço falciforme na população negra que frequenta uma Universidade Do Extremo Sul Catarinense (UNESC). Os métodos utilizados para análise qualitativa das hemácias foram o teste de falcização e o esfregaço sanguíneo com coloração de Panótico, e a análise quantitativa das células e das plaquetas foi realizada por meio de um hemograma por impedância. A amostra foi de 34 indivíduos negros, encontrando traço falciforme em 61,8%. Entre as mulheres 65,4% positivaram para o teste de falcização, enquanto no sexo masculino 50,0% positivou. Não foi observado alteração relacionadas à trombofilia, portanto, não se encontrou indícios da relação entre traço falciforme e trombofilia. Ressalta-se a necessidade de maior conhecimento e melhora no diagnóstico de ambas alterações, bem como mais pesquisas que reportem a saúde da população negra do sul de Santa Catarina.

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Publicado

16/12/2022

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Artigo original

Como Citar

1.
Cruz Vitório I, Netto Zanette LC, Madeira K, Damásio Vitório J, de Souza E. PREVALÊNCIA DE TRAÇO FALCÊMICO NA POPULAÇÃO NEGRA DE UMA UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE. Rev. Arq Catarin Med [Internet]. 16 de dezembro de 2022 [citado 21 de setembro de 2026];51(1):02-16. Disponível em: https://revista.acm.org.br/arquivos/article/view/726

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