ESTUDO DOS CRITÉRIOS DETERMINANTES DE PROCURA PELO SERVIÇO DE EMERGÊNCIA, POR PACIENTES CLASSIFICADOS COMO POUCO URGENTES E NÃO URGENTES, EM UM HOSPITAL GERAL DO SUL DO BRASIL
Palavras-chave:
Unidade básica à Saúde. Serviço de emergência. Paciente pouco urgentes e não urgentesResumo
Avaliar as características da demanda e os determinantes de procura pelo SE por pacientes classificados como pouco urgentes e não-urgentes em hospital geral, Sul do Brasil.
Estudo epidemiológico, transversal. A coleta de dados foi realizada por entrevista, com duração aproximada de 15 minutos, em 2017, por pesquisadores treinados. Desfecho do estudo: determinantes de procura. Variáveis independentes: demográficas, socioeconômicas e características gerais de procura. Também coletou-se dados sobre a auto percepção do paciente (urgência e preocupação) e escolha do local para atendimento (Escala Likert 0-10). Os dados qualitativos apresentados na forma de frequências simples e relativa, os quantitativos como média e desvio padrão. Foram analisadas associações entre variáveis independentes e o desfecho, através do teste qui-quadrado de Pearson, seguido de Razão de Prevalência e Intervalo Confiança 95%.
Participaram do estudo 290 pacientes: 50 (17%) pouco urgentes e 240 (83,0%) não urgentes, sexo feminino (57,2%), faixa etária entre 15-29 anos (39,0%), sem companheiro (51,0%), ensino superior/médio (69,3%), em atividade ocupacional (61,2%). Sobre características gerais da demanda: 77,9% oriundos de suas residências e 39,3% utilizou veículo próprio para o deslocamento. Distância média deslocamento (12,47±15,8 Km) e tempo médio deslocamento (25,98±23,55 minutos). Tempo médio triagem (17,69min.±15,36) e de espera atendimento médico (1h13min±1h10min). Não houve associação com significância estatística entre características demográficas, socioeconômicas e motivos de procura pelo SE.
Conclui-se que os critérios determinantes de procura pelo SE foram resolutividade (40,9%) e funcionamento inadequado das UBS (24,7%), seguidos de procura por especialista e agudização da doença crônica.
Referências
Gomide M, Pinto I, Gomide D, Zacharias F. Perfil de usuários em um serviço de pronto atendimento. Medicina (Ribeirão Preto Online). 2012;45(1):31.
Ministério da Saúde (Brasil). O SUS de A a Z: garantindo saúde nos municípios / Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2009 [2016 Set 12]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sus_az_garantindo_saude_municipios_3ed_p1.pdf
Simons DA. Avaliação do perfil da demanda na unidade de emergência em Alagoas a partir da municipalização da saúde e do Programa Saúde da Família. [Tese de Doutorado]. Recife: Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, Fundação Oswaldo Cruz, para a obtenção do título de Doutora em Ciências; 2008.
Fundação Instituto Osvaldo Cruz. Radis/Comunicação em Saúde, Súmula, Rio de Janeiro. 2009;80:7.
Durand A, Palazzolo S, Tanti-Hardouin N, Gerbeaux P, Sambuc R, Gentile S. Nonurgent patients in emergency departments: rational or irresponsible consumers? Perceptions of professionals and patients. BMC Research Notes. 2012;5(1):525.
Mendes EV. As redes de atenção à saúde. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, Organização Mundial da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde 2011. [2016 Set 12]. Disponível em: http://apsredes.org/site2012/wp-content/uploads/2012/03/Redes-de-Atencao-mendes2.pdf
Dubeux LS, Freese E, Felisberto E. Acesso a Hospitais Regionais de Urgência e Emergência: abordagem aos usuários para avaliação do itinerário e dos obstáculos aos serviços de saúde, Rio de Janeiro. Physis Rio J. 2013;23(2):345-69.
LaCalle E, Rabin E, Genes N. High-Frequency Users of Emergency Department Care. The Journal of Emergency Medicine. 2013;44(6):1167-73.
Billings J, Raven M. Dispelling An Urban Legend: Frequent Emergency Department Users Have Substantial Burden Of Disease. Health Affairs. 2013;32(12):2099-108.
Acosta AM, Lima MA. Usuários frequentes de serviço de emergência: fatores associados e motivos de busca por atendimento. Rev Latino-Am. Enfermagem. 2015;23(2):337-44.
Anziliero F. Emprego do sistema de triagem de Manchester na estratificação de risco: revisão de literatura. [Trabalho de Conclusão de Curso]. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Curso de enfermagem; 2011.
Secretaria de Estado da Saúde da Santa Catarina. Secretaria da Saúde cria Sistema Catarinense de Acolhimento e Classificação de risco. [acesso em 2016 set 27]. Disponível em: http://sc.gov.br/mais-sobre-saude/10132-secretaria-da-saude-cria-sistema-catarinense-de-acolhimento-e-classificacao-de-risco.
Doran KM, Raven MC, Rosenheck RA. What Drives Frequent Emergency Department Use in an Integrated Health System? National Data From the Veterans Health Administration. Annals of Emergency Medicine.2013; 62(2):151-9.
Carret ML, Anaclaudia GF, Vera MV, Patrícia CS. Características da demanda do serviço de saúde de emergência no Sul do Brasil. Ciênc. Saúde Coletiva. 2011; 16(1):1069-79.
Rosa TP; Magnago TS; Julia PT; de Lima SB; Schimidt MD; da Silva RM. Perfil dos pacientes atendidos na sala de emergência do pronto socorro de um hospital universitário. Santa Maria, Rio Grande do Sul. Revista Enferm UFSM. 2011; 1(1):51-60.
Dean AG, Sullivan.KM. Soe MM. Open Epi: Open Source Epidemiologic Statistics for Public Health; 2013. [2016 Agost 16]. Disponível em: www.openepi.com
Oliveira GN, Silva MF, Araújo IE, Carvalho-Filho MA. Perfil da população atendida em uma unidade de emergência referenciada. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2011;19(3):09.
Olivati FN, Brandão GAM, Vazques FL, Paranhos LR, Pereira AC. Perfil da demanda de um pronto-socorro em um município do interior do estado de São Paulo. RFO, Passo Fundo. 2010;15(3): 245-50.
Souza MF, Figueiredo LA, Pinto IC. Análise da utilização do serviço de pronto-socorro na percepção do usuário. Cienc Cuid Saude. 2010;9(1):13-20.
Garcia VM, Reis RK. Adequação da demanda e perfil de morbidade atendida em uma unidade não hospitalar de urgência e emergência. Cienc Cuid Saude. 2014;13(4):665-73.
Coelho MF, Goulart BF, Chaves LD. Clinical emergencies: profile os hospital assistance. Rev Rene. 2013;14(1):50-9.
Azevedo DS, Tibães HB, Alves ÁM. Determinantes da procura direta pela população com acometimentos preveníveis no pronto atendimento. Ver enferm UFPE on line. 2014. Recife. 2014;8(10):3306-13.
Tomberg JO, Cantarelli KJ, Guanilo ME, Pai DD. Acolhimento com avaliação e classificação de risco no pronto socorro: caracterização dos atendimentos. Cienc Cuid Saude. 2013;12(1):80-7.
Cruz Sanches G, De Carvalho C. atendimento no serviço de emergência de um hospital regional do nordeste brasileiro. Revista Arquivos de Ciências da Saúde. 2015;22(2):33-7.
Souza BC, Felippe EBA, Silva RM. Perfil da Demanda do Departamento de Emergência do Hospital Nossa senhora da Conceição-Tubarão-SC. Arquivos Catarinenses de Medicina. 2009;38(2):73-9.
Silva PL, Paiva L, Faria VB, Ohl RI, Chavaglia SR. Acolhimento com classificação de risco do serviço de Pronto-Socorro Adulto: satisfação do usuário. Rev Esc Enferm USP. 2016;50(3):427-32
Freire AB, Fernandes DL, Moro JS, Kneipp MM, Cardoso CM, Lima SB. Serviços de urgência e emergência: quais os motivos que levam o usuário aos pronto-atendimento? Saúde Santa Maria. 2015;41(1):195-200.
Marques CQ, Lima MA. Demandas de usuários a um serviço de pronto atendimento e seu acolhimento ao sistema de saúde. Rev Latino-Am Enferm. Ribeirão Preto. 2007;15(1).
Inoue KC, Bellucci Júnior JA, Papa MA, Vidor RC, Matsuda LM. Evaluation of quality of Risk Classification in Emergency Services. Acta Paul Enferm. 2015;28(5):420-5.
O’Dwyer GO, Oliveira SP, Seta MH. Avaliação dos serviços hospitalares de emergência do programa QualiSUS. Ciência&Saúde Coletiva. 2009;14(5):1881-90.
O´Dwyer G, Matta IE, Pepe VL. Avaliação dos serviços hospitalares de emergência do estado do Rio de Janeiro. Ciência&Saúde Coletiva. 2008;13(5):1637-48.
Arrué A, Neves E, Buboltz F, Jantsch L, Zanon B. Demanda de um pronto-socorro pediátrico: caracterização dos atendimentos de enfermagem. J Nurs UFPE on line. 2013 Abr [2017 Jan 13]. Disponível em: http://www.revista.ufpe.br/revistaenfermagem/index.php/revista/article/view/3135.
Tomasi E, Facchini LA, Thumé E, Piccini RX, Osorio A, Silveira DS, et al. Características da utilização de serviços de atenção básica à saúde nas regiões Sul e Nordeste do Brasil: diferenças por modelo de atenção. Ciênc Saúde Coletiva. Rio de Janeiro. 2011;16(11): 4395-404.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2018 Arquivos Catarinenses de Medicina

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.