ESTUDO DOS CRITÉRIOS DETERMINANTES DE PROCURA PELO SERVIÇO DE EMERGÊNCIA, POR PACIENTES CLASSIFICADOS COMO POUCO URGENTES E NÃO URGENTES, EM UM HOSPITAL GERAL DO SUL DO BRASIL

Autores

  • Lilian Santos Borges UNISUL
  • Paulo Fontoura Freitas UNISUL
  • Giovanna Grunewald Vietta UNISUL
  • Kleiton Rosa Borges UNISUL
  • Nazare Otilia Nazario UNISUL

DOI:

https://doi.org/10.63845/sjcp5w33

Palavras-chave:

Unidade básica à Saúde. Serviço de emergência. Paciente pouco urgentes e não urgentes

Resumo

Avaliar as características da demanda e os determinantes de procura pelo SE por pacientes classificados como pouco urgentes e não-urgentes em hospital geral, Sul do Brasil.

Estudo epidemiológico, transversal. A coleta de dados foi realizada por entrevista, com duração aproximada de 15 minutos, em 2017, por pesquisadores treinados. Desfecho do estudo: determinantes de procura. Variáveis independentes: demográficas, socioeconômicas e características gerais de procura. Também coletou-se dados sobre a auto percepção do paciente (urgência e preocupação) e escolha do local para atendimento (Escala Likert 0-10). Os dados qualitativos apresentados na forma de frequências simples e relativa, os quantitativos como média e desvio padrão. Foram analisadas associações entre variáveis independentes e o desfecho, através do teste qui-quadrado de Pearson, seguido de Razão de Prevalência e Intervalo Confiança 95%.

Participaram do estudo 290 pacientes: 50 (17%) pouco urgentes e 240 (83,0%) não urgentes, sexo feminino (57,2%), faixa etária entre 15-29 anos (39,0%), sem companheiro (51,0%), ensino superior/médio (69,3%), em atividade ocupacional (61,2%). Sobre características gerais da demanda: 77,9% oriundos de suas residências e 39,3% utilizou veículo próprio para o deslocamento. Distância média deslocamento (12,47±15,8 Km) e tempo médio deslocamento (25,98±23,55 minutos). Tempo médio triagem (17,69min.±15,36) e de espera atendimento médico (1h13min±1h10min). Não houve associação com significância estatística entre características demográficas, socioeconômicas e motivos de procura pelo SE.

Conclui-se que os critérios determinantes de procura pelo SE foram resolutividade (40,9%) e funcionamento inadequado das UBS (24,7%), seguidos de procura por especialista e agudização da doença crônica.

2483 638

Referências

Gomide M, Pinto I, Gomide D, Zacharias F. Perfil de usuários em um serviço de pronto atendimento. Medicina (Ribeirão Preto Online). 2012;45(1):31. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v45i1p31-38

Ministério da Saúde (Brasil). O SUS de A a Z: garantindo saúde nos municípios / Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2009 [2016 Set 12]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sus_az_garantindo_saude_municipios_3ed_p1.pdf

Simons DA. Avaliação do perfil da demanda na unidade de emergência em Alagoas a partir da municipalização da saúde e do Programa Saúde da Família. [Tese de Doutorado]. Recife: Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, Fundação Oswaldo Cruz, para a obtenção do título de Doutora em Ciências; 2008.

Fundação Instituto Osvaldo Cruz. Radis/Comunicação em Saúde, Súmula, Rio de Janeiro. 2009;80:7.

Durand A, Palazzolo S, Tanti-Hardouin N, Gerbeaux P, Sambuc R, Gentile S. Nonurgent patients in emergency departments: rational or irresponsible consumers? Perceptions of professionals and patients. BMC Research Notes. 2012;5(1):525. DOI: https://doi.org/10.1186/1756-0500-5-525

Mendes EV. As redes de atenção à saúde. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, Organização Mundial da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde 2011. [2016 Set 12]. Disponível em: http://apsredes.org/site2012/wp-content/uploads/2012/03/Redes-de-Atencao-mendes2.pdf

Dubeux LS, Freese E, Felisberto E. Acesso a Hospitais Regionais de Urgência e Emergência: abordagem aos usuários para avaliação do itinerário e dos obstáculos aos serviços de saúde, Rio de Janeiro. Physis Rio J. 2013;23(2):345-69. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-73312013000200003

LaCalle E, Rabin E, Genes N. High-Frequency Users of Emergency Department Care. The Journal of Emergency Medicine. 2013;44(6):1167-73. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jemermed.2012.11.042

Billings J, Raven M. Dispelling An Urban Legend: Frequent Emergency Department Users Have Substantial Burden Of Disease. Health Affairs. 2013;32(12):2099-108. DOI: https://doi.org/10.1377/hlthaff.2012.1276

Acosta AM, Lima MA. Usuários frequentes de serviço de emergência: fatores associados e motivos de busca por atendimento. Rev Latino-Am. Enfermagem. 2015;23(2):337-44. DOI: https://doi.org/10.1590/0104-1169.0072.2560

Anziliero F. Emprego do sistema de triagem de Manchester na estratificação de risco: revisão de literatura. [Trabalho de Conclusão de Curso]. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Curso de enfermagem; 2011.

Secretaria de Estado da Saúde da Santa Catarina. Secretaria da Saúde cria Sistema Catarinense de Acolhimento e Classificação de risco. [acesso em 2016 set 27]. Disponível em: http://sc.gov.br/mais-sobre-saude/10132-secretaria-da-saude-cria-sistema-catarinense-de-acolhimento-e-classificacao-de-risco.

Doran KM, Raven MC, Rosenheck RA. What Drives Frequent Emergency Department Use in an Integrated Health System? National Data From the Veterans Health Administration. Annals of Emergency Medicine.2013; 62(2):151-9. DOI: https://doi.org/10.1016/j.annemergmed.2013.02.016

Carret ML, Anaclaudia GF, Vera MV, Patrícia CS. Características da demanda do serviço de saúde de emergência no Sul do Brasil. Ciênc. Saúde Coletiva. 2011; 16(1):1069-79. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-81232011000700039

Rosa TP; Magnago TS; Julia PT; de Lima SB; Schimidt MD; da Silva RM. Perfil dos pacientes atendidos na sala de emergência do pronto socorro de um hospital universitário. Santa Maria, Rio Grande do Sul. Revista Enferm UFSM. 2011; 1(1):51-60. DOI: https://doi.org/10.5902/217976922090

Dean AG, Sullivan.KM. Soe MM. Open Epi: Open Source Epidemiologic Statistics for Public Health; 2013. [2016 Agost 16]. Disponível em: www.openepi.com

Oliveira GN, Silva MF, Araújo IE, Carvalho-Filho MA. Perfil da população atendida em uma unidade de emergência referenciada. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2011;19(3):09.

Olivati FN, Brandão GAM, Vazques FL, Paranhos LR, Pereira AC. Perfil da demanda de um pronto-socorro em um município do interior do estado de São Paulo. RFO, Passo Fundo. 2010;15(3): 245-50.

Souza MF, Figueiredo LA, Pinto IC. Análise da utilização do serviço de pronto-socorro na percepção do usuário. Cienc Cuid Saude. 2010;9(1):13-20. DOI: https://doi.org/10.4025/cienccuidsaude.v9i1.5242

Garcia VM, Reis RK. Adequação da demanda e perfil de morbidade atendida em uma unidade não hospitalar de urgência e emergência. Cienc Cuid Saude. 2014;13(4):665-73. DOI: https://doi.org/10.4025/cienccuidsaude.v13i4.19127

Coelho MF, Goulart BF, Chaves LD. Clinical emergencies: profile os hospital assistance. Rev Rene. 2013;14(1):50-9. DOI: https://doi.org/10.15253/2175-6783.2013000100007

Azevedo DS, Tibães HB, Alves ÁM. Determinantes da procura direta pela população com acometimentos preveníveis no pronto atendimento. Ver enferm UFPE on line. 2014. Recife. 2014;8(10):3306-13.

Tomberg JO, Cantarelli KJ, Guanilo ME, Pai DD. Acolhimento com avaliação e classificação de risco no pronto socorro: caracterização dos atendimentos. Cienc Cuid Saude. 2013;12(1):80-7. DOI: https://doi.org/10.4025/cienccuidsaude.v12i1.18694

Cruz Sanches G, De Carvalho C. atendimento no serviço de emergência de um hospital regional do nordeste brasileiro. Revista Arquivos de Ciências da Saúde. 2015;22(2):33-7. DOI: https://doi.org/10.17696/2318-3691.22.2.2015.139

Souza BC, Felippe EBA, Silva RM. Perfil da Demanda do Departamento de Emergência do Hospital Nossa senhora da Conceição-Tubarão-SC. Arquivos Catarinenses de Medicina. 2009;38(2):73-9.

Silva PL, Paiva L, Faria VB, Ohl RI, Chavaglia SR. Acolhimento com classificação de risco do serviço de Pronto-Socorro Adulto: satisfação do usuário. Rev Esc Enferm USP. 2016;50(3):427-32 DOI: https://doi.org/10.1590/S0080-623420160000400008

Freire AB, Fernandes DL, Moro JS, Kneipp MM, Cardoso CM, Lima SB. Serviços de urgência e emergência: quais os motivos que levam o usuário aos pronto-atendimento? Saúde Santa Maria. 2015;41(1):195-200. DOI: https://doi.org/10.5902/2236583415061

Marques CQ, Lima MA. Demandas de usuários a um serviço de pronto atendimento e seu acolhimento ao sistema de saúde. Rev Latino-Am Enferm. Ribeirão Preto. 2007;15(1).

Inoue KC, Bellucci Júnior JA, Papa MA, Vidor RC, Matsuda LM. Evaluation of quality of Risk Classification in Emergency Services. Acta Paul Enferm. 2015;28(5):420-5. DOI: https://doi.org/10.1590/1982-0194201500071

O’Dwyer GO, Oliveira SP, Seta MH. Avaliação dos serviços hospitalares de emergência do programa QualiSUS. Ciência&Saúde Coletiva. 2009;14(5):1881-90. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-81232009000500030

O´Dwyer G, Matta IE, Pepe VL. Avaliação dos serviços hospitalares de emergência do estado do Rio de Janeiro. Ciência&Saúde Coletiva. 2008;13(5):1637-48. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-81232008000500027

Arrué A, Neves E, Buboltz F, Jantsch L, Zanon B. Demanda de um pronto-socorro pediátrico: caracterização dos atendimentos de enfermagem. J Nurs UFPE on line. 2013 Abr [2017 Jan 13]. Disponível em: http://www.revista.ufpe.br/revistaenfermagem/index.php/revista/article/view/3135.

Tomasi E, Facchini LA, Thumé E, Piccini RX, Osorio A, Silveira DS, et al. Características da utilização de serviços de atenção básica à saúde nas regiões Sul e Nordeste do Brasil: diferenças por modelo de atenção. Ciênc Saúde Coletiva. Rio de Janeiro. 2011;16(11): 4395-404. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-81232011001200012

Downloads

Publicado

01/10/2018

Edição

Seção

Artigo original

Como Citar

1.
Borges LS, Freitas PF, Vietta GG, Borges KR, Nazario NO. ESTUDO DOS CRITÉRIOS DETERMINANTES DE PROCURA PELO SERVIÇO DE EMERGÊNCIA, POR PACIENTES CLASSIFICADOS COMO POUCO URGENTES E NÃO URGENTES, EM UM HOSPITAL GERAL DO SUL DO BRASIL. Rev. Arq Catarin Med [Internet]. 1º de outubro de 2018 [citado 21 de setembro de 2026];47(3):60-73. Disponível em: https://revista.acm.org.br/arquivos/article/view/363

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

1-10 de 14

Artigos Semelhantes

31-40 de 50

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.